O alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterrez, afirmou que a operação “rara e arriscada” foi possível graças a um acordo entre o governo sírio e os rebeldes.

Em meio à destruição, bandeira da ACNUR é carregada durante o cessar-fogo na região de Boustan al Qaser. Foto: ACNUR/B. Diab
A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Crescente Vermelho Árabe Sírio (SARC, na sigla em inglês), entregaram, nesta quarta-feira (9) a primeira ajuda humanitária à área sitiada de Aleppo desde junho do ano passado.
O cessar-fogo, combinado para a duração da operação, foi plenamente respeitado enquanto caminhões cheios de suprimentos chegaram ao bairro de Boustan al Qaser, na parte oriental de Aleppo. Os mantimentos – incluindo comida, kits de higiene, lençóis e itens de cozinha – foram transportados para um armazém da SARC por 75 funcionários após 270 viagens de um quilômetro e meio cada.
Segundo o alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterrez, a operação “rara e arriscada” foi possível graças a um acordo entre o governo sírio e os rebeldes da oposição.
Desde que começou a guerra na Síria, estima-se que cerca de 6,5 milhões dos 22 milhões de sírios foram deslocados internamente no país, enquanto outros 2,6 milhões são agora refugiados, a maioria em países vizinhos.