Após 13 anos em vigor, Conselho de Segurança da ONU encerra sanções à Libéria

Após o anúncio da medida, que estava em vigor desde 2003, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a decisão e pediu o reforço de medidas para para combater o tráfico ilícito de armas e munições.

Vista do Conselho de Segurança em sessão. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Vista do Conselho de Segurança em sessão. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Reconhecendo o progresso permanente feito na reconstrução da Libéria após a guerra civil (1999-2003), o Conselho de Segurança das Nações Unidas encerrou na última quarta-feira (25) um embargo de armas contra o país e dissolveu os mecanismos relacionados: o Comitê de Sanções e o painel de especialistas.

O órgão máximo da ONU que trata dos temas da paz e da segurança, composto por 15 nações, tomou as medidas por meio de uma resolução aprovada por unanimidade, encorajando ainda o governo a ampliar as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e munições.

Após o anúncio da medida, que estava em vigor desde 2003, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a decisão.

De acordo com um comunicado emitido por seu porta-voz, o chefe da ONU observou que as sanções ocorreram em meio à consolidação da paz e da reconstrução das instituições do Estado na Libéria desde 2003, e que essas medidas foram ajustadas progressivamente à medida que a Libéria atendia aos critérios estabelecidos pelo Conselho.

“[O fim das sanções] pelo Conselho de Segurança sinaliza ainda mais os progressos significativos realizados pela Libéria e na região em prol da manutenção da estabilidade”, disse o comunicado.

O secretário-geral repetiu o apelo da resolução para que o governo da Libéria garanta que todas as medidas apropriadas sejam tomadas para estabelecer o quadro jurídico e administrativo necessário para combater o tráfico ilícito de armas e munições.