Pelo menos oito pessoas foram mortas e mais de uma dezena foram feridas no ataque de segunda-feira (17), que teria como alvo uma cerimônia de formatura em uma academia militar.

Migrantes andam em fila em Benghazi. Foto: ACNUR/ F.Noy
A missão das Nações Unidas na Líbia condenou fortemente o atentado terrorista em Benghazi, na segunda-feira (17), que teve como alvo membros das forças armadas, pedindo aos cidadãos do país para “se reunir em torno de suas instituições nacionais”.
Em um comunicado nesta terça-feira (18), a Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) convidou os líbios de todas as filiações a denunciar e rejeitar a série contínua de atos de violência e terror, como sequestros, assassinatos e atentados que têm atingido Benghazi e de outras partes do país.
“A Missão insta os líbios a se reunir em torno de suas instituições nacionais para enfrentar esses crimes e apela a funcionários e todas as forças para intensificar os esforços para pôr fim a tudo o que coloca a segurança dos cidadãos em situação de risco e dificulta a construção do Estado”, afirmou o comunicado.
De acordo com relatos da mídia, pelo menos oito pessoas foram mortas e mais de uma dezena foram feridas no ataque de segunda-feira, que teria como alvo uma cerimônia de formatura em uma academia militar.
A Líbia, que vem passando por uma transição democrática desde a queda do regime do ex-líder Muammar Kadafi, há três anos, tem visto a situação de segurança se deteriorar.
Na semana passada, o representante especial do secretário-geral e chefe de UNSMIL, Tarek Mitri, disse ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que nos últimos três meses houve um aumento “dramático” da violência em todo o país. Isso inclui uma campanha de assassinatos, atentados e sequestros em Benghazi, que atingiu níveis “intoleráveis”, afirmou.