Nesta segunda-feira (1), homens armados teriam invadido escritórios de quatro jornais em Bagdá e agredido funcionários.

Representante Especial do Secretário-Geral e Chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (UNAMI), Martin Kobler. Foto: ONU/Bikem Ekberzade
Funcionários das Nações Unidas condenaram fortemente nesta terça-feira (2) recentes ataques a jornalistas e a instalações da mídia em Bagdá, capital do Iraque, ao mesmo tempo em que pediram às autoridades iraquianas que reforcem a proteção a profissionais da mídia em todo o país.
Nesta segunda-feira (1), homens armados teriam invadido os escritórios de quatro jornais independentes em Bagdá, atacando e agredindo seus profissionais, no que é o mais recente episódio de violência dirigida na capital iraquiana.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Iraque continua a ser um dos países mais perigosos para os jornalistas.
Em um comunicado, o Representante Especial do Secretário-Geral e Chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (UNAMI), Martin Kobler, apelou ao Governo iraquiano para que “garanta que os profissionais de mídia sejam protegidos contra todas as formas de intimidação e violência ocorridas em razão de suas opiniões e pensamentos”.
A Diretora da UNESCO no Iraque, Louise Haxthausen, expressou sua “profunda preocupação” com o que ela considera como “o perigoso impacto de tais incidentes sobre a liberdade de imprensa e de expressão”. Para Haxthausen, a liberdade de expressão é um elemento crucial para o estabelecimento de uma verdadeira democracia e da construção de uma paz sustentável no Iraque.