ONU informou na quarta-feira (18) que helicóptero humanitário da organização e o pessoal médico de emergência estão atuando no nordeste da Nigéria após o ataque aéreo que atingiu um campo de refugiados no país. O incidente matou dezenas de pessoas, incluindo trabalhadores humanitários, e feriu outros cem.

Helicóptero da ONU indo de Maiduguri a Rann, local onde ocorreu o atentado no campo de refugiados. Foto: OCHA
A ONU informou na quarta-feira (18) que o helicóptero humanitário da organização e o pessoal médico de emergência estão atuando no nordeste da Nigéria após o ataque aéreo que atingiu um campo de refugiados no país. O incidente matou dezenas de pessoas, incluindo trabalhadores humanitários, e feriu outros cem.
De acordo com o Serviço Aéreo Humanitário das Nações Unidas (UNHAS), oito trabalhadores da Cruz Vermelha da Nigéria foram transportados para o local como parte da resposta de emergência.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) afirmou que a assistência também inclui 900 libras de suprimentos médicos de emergência.
O exército nigeriano, por sua vez, enviou uma equipe médica e está trabalhando com parceiros humanitários para garantir todo o apoio possível às pessoas afetadas.
O campo atingido está localizado em Rann, local controlado pelo Boko Haram nos últimos anos e fora do alcance das equipes de ajuda.
Estima-se que 43 mil pessoas na região estejam deslocadas internamente e enfrentem escassez de alimentos em virtude dos combates e das estradas ruins.
O chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, que se encontrou com migrantes nigerianos em Borno no mês passado, chamou o ataque aéreo de “um evento verdadeiramente catastrófico” e exigiu que os autores sejam responsabilizados o quanto antes.
“Só assim as causas serão conhecidas e as medidas postas em prática para garantir que o incidente não aconteça novamente”, frisou.
Em uma mensagem publicada na terça-feira (17), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) destacou a importância de proteger os civis em situações humanitárias complexas.
“O UNICEF se solidariza com os nossos colegas humanitários e com as condições perigosas em que trabalham”, disse o diretor da agência da ONU na área de programas de emergência, Manuel Fontaine. “Os trabalhadores humanitários que perderam a vida estavam trabalhando para salvar outros.”