Após inundações, país mais populoso da África já contabiliza 363 vítimas e pede apoio internacional

Enchentes na Nigéria já atingem 7,7 milhões de pessoas. Agência de coordenação humanitária da ONU pede apoio de 38 milhões de dólares para resposta de emergência.

Enchentes na Nigéria já atingem 7,7 milhões de pessoas. Agência de coordenação humanitária da ONU pede apoio de 38 milhões de dólares para resposta de emergência.

Mulheres em uma canoa em frente às suas casas inundadas, no estado de Bayelsa, na Nigéria. (Foto: IRIN / Emmanuel Gbemudu)

Com inundações na Nigéria aumentando o risco de surtos de doenças e escassez de alimentos para as mais de 7,7 milhões de pessoas afetadas, o braço humanitário das Nações Unidas emitiu hoje (9) um apelo urgente de 38 milhões de dólares para responder à crise.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), mais de duas milhões de pessoas foram expulsas de suas casas por conta do rápido aumento dos níveis das águas do Níger, o principal rio do país localizado no oeste africano.

“O plano de resposta tem como alvo 2,1 milhões de pessoas que estão em necessidade de apoio em um grande número de setores humanitários, tais como água e saneamento, alimentos e itens não alimentares, além de mosquiteiros e utensílios de cozinha”, disse um porta-voz do OCHA, Jens Laerke, em entrevista à Rádio ONU.

No início da semana, a Agência Nacional de Gestão de Emergência da Nigéria disse que 2,1 milhões de pessoas tinham sido registadas oficialmente como ‘pessoas deslocadas internamente’. Desde julho, 363 pessoas já morreram em decorrência das inundações.

Embora as chuvas sazonais geralmente causem enchentes na Nigéria, eles têm sido mais fortes do que o habitual em toda a África Ocidental e em regiões adjacentes este ano, de acordo com relatos da mídia. As enchentes resultantes do transbordamento de rios inundaram vastas áreas.

Na Nigéria, o país mais populoso da África – 160 milhões de habitantes –, um grande número de pessoas também vivem nas planícies inundadas, muitas em casas e construções de baixa qualidade (favelas), que acabaram por não resistir à força das enchentes.