“O fracasso dos Estados em garantir o direito das mulheres a uma vida livre da violência permite um continuum de violência que pode terminar em morte”, disse Rashida Manjoo.

Um especialista independente das Nações Unidas em direitos humanos se manifestou contra os recentes assassinatos de mulheres no Paquistão e no Afeganistão, pedindo aos dois governos que levem os responsáveis à justiça.
“O fracasso dos Estados em garantir o direito das mulheres a uma vida livre da violência permite um continuum de violência que pode terminar em morte”, disse Rashida Manjoo, especialista encarregada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU de investigar e relatar sobre a violência contra as mulheres, suas causas e consequências.
Ela fez referência ainda ao recente assassinato de Fareeda Afridi, uma defensora dos direitos humanos no Paquistão, e de Hanifa Safi, uma chefe provincial do Ministério dos Assuntos das Mulheres no Afeganistão, bem como a execução pública de Najiba, uma mulher acusada de adultério no Afeganistão.
“Se rotulado de assassinato, homicídio, femicídio, feminicídio, ou ‘assassinatos por honra’, estas manifestações de violência são culturalmente e socialmente integradas, e continuam a ser aceitas, toleradas ou justificadas – com impunidade, conforme a norma”, disse a especialista.
Ela pediu que tanto o Paquistão quanto o Afeganistão realizem investigações imediatas e imparciais sobre os assassinatos e garanta que os responsáveis sejam levados à justiça.