Após mais um assassinato, especialista da ONU pede que Paquistão e Afeganistão garantam direitos das mulheres

“O fracasso dos Estados em garantir o direito das mulheres a uma vida livre da violência permite um continuum de violência que pode terminar em morte”, disse Rashida Manjoo.

Rashida Manjoo, Relatora Especial sobre a violência contra as mulheres. (ONU/Jean-Marc Ferré)

Um especialista independente das Nações Unidas em direitos humanos se manifestou contra os recentes assassinatos de mulheres no Paquistão e no Afeganistão, pedindo aos dois governos que levem os responsáveis à justiça.

“O fracasso dos Estados em garantir o direito das mulheres a uma vida livre da violência permite um continuum de violência que pode terminar em morte”, disse Rashida Manjoo, especialista encarregada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU de investigar e relatar sobre a violência contra as mulheres, suas causas e consequências.

Ela fez referência ainda ao recente assassinato de Fareeda Afridi, uma defensora dos direitos humanos no Paquistão, e de Hanifa Safi, uma chefe provincial do Ministério dos Assuntos das Mulheres no Afeganistão, bem como a execução pública de Najiba, uma mulher acusada de adultério no Afeganistão.

“Se rotulado de assassinato, homicídio, femicídio, feminicídio, ou ‘assassinatos por honra’, estas manifestações de violência são culturalmente e socialmente integradas, e continuam a ser aceitas, toleradas ou justificadas – com impunidade, conforme a norma”, disse a especialista.

Ela pediu que tanto o Paquistão quanto o Afeganistão realizem investigações imediatas e imparciais sobre os assassinatos e garanta que os responsáveis sejam levados à justiça.