Após novo incidente, Conselho de Segurança abre negociações sobre missão da ONU nas colinas de Golã

Mais dois soldados foram feridos e um dos principais contribuintes de tropas decidiu retirar seu efetivo militar, em meio às ameaças constantes à segurança do pessoal da ONU.

Um posto de observação da Força de Desengajamento da ONU (UNDOF) nas colinas de Golã, na Síria. Foto: ONU/Gernot Maier

Um posto de observação da Força de Desengajamento da ONU (UNDOF) nas colinas de Golã, na Síria. Foto: ONU/Gernot Maier

O Conselho de Segurança da ONU condenou fortemente a luta “intensa” nas colinas de Golã, incluindo o ataque que feriu dois soldados da força de paz das Nações Unidas nesta quinta-feira (6), e está programado para realizar negociações a portas fechadas nesta sexta-feira (6) sobre os desenvolvimentos mais recentes, incluindo a decisão de um dos principais contribuintes de tropas de retirar seus soldados da missão em meio à escalada de violência na Síria.

Os dois soldados que servem na UNDOF, a força da ONU na região, estão em condição estável após sofrer ferimentos leves na quinta-feira, afirmou a ONU por meio de comunicado. A missão, que é responsável por monitorar o acordo desengajamento de 1974 entre Síria e Israel, está sob crescente ameaça e atentados nos últimos meses, enquanto permanecem os combates entre forças sírias e grupos anti-governamentais.

“Os membros do Conselho de Segurança apelam a todas as partes a cooperar plenamente com a UNDOF de boa fé para que possa operar livremente e garantir a segurança completa de seu pessoal”, disse o embaixador Mark Lyall Grant, do Reino Unido, que detém a presidência rotativa da Conselho para junho, em um comunicado lido à imprensa.

O órgão de 15 membros também observou com “grande preocupação” que tem havido uma série de incidentes que ameaçam a segurança do pessoal da ONU nos últimos meses e ressaltou que iria continuar a acompanhar de perto a situação.