Só em 2013, Nações Unidas registraram 237 incidentes no país contra pessoal, instalações e bens humanitários, resultando em 36 mortes.

Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) desempenha papel humanitário importante e imparcial no Afeganistão. Foto: CICV/Marcel Stoessel
Expressando profundo pesar com recentes mortes de nove trabalhadores humanitários afegãos em dois ataques separados, o coordenador humanitário das Nações Unidas no país pediu a todos os atores no Afeganistão que respeitem e mantanham a neutralidade e independência de trabalhadores humanitários.
De acordo com um comunicado divulgado no fim de semana por Mark Bowden, três afegãos que trabalham para um projeto de desenvolvimento comunitário na província de Uruzgan, no sul, foram mortos no dia 26 de novembro por um dispositivo explosivo controlado por controle remoto.
Já no dia 27 de novembro, seis afegãos que trabalham com a organização de ajuda francesa ACTED foram emboscados por pistoleiros quando viajavam na província de Faryab, no noroeste do país. Um sétimo funcionário afegão ficou gravemente ferido no ataque e está sendo tratado em um hospital local.
“Estes trágicos incidentes ilustram os riscos crescentes em torno da entrega da ajuda e do desrespeito crescente com o pessoal humanitário no Afeganistão, que foi identificado como o país mais perigoso para os trabalhadores humanitários por um relatório de outubro de 2013”, disse Bowden.
Só em 2013, a ONU registrou 237 incidentes no país contra pessoal, instalações e bens humanitários, resultando em 36 mortes, 24 detenções, 46 feridos e o sequestro de 72 pessoas.
Ele disse que está extremamente preocupado com essa tendência no momento em que o país está no meio de uma transição difícil, podendo levar ao aumento das necessidades humanitárias. “Eu apelo a todos os atores para respeitar e defender a neutralidade, imparcialidade e independência dos trabalhadores humanitários e respeitar as leis humanitárias internacionais”, disse.