Intervenção foi realizada a pedido do governo iemenita. Secretário-geral da Organização convocou parceiros a garantir direitos humanos da população, à medida que conflito se intensifica. Ban Ki-moon insistiu em solução pacífica como única saída para a crise.

Danos causados pelo conflito na governadoria de Abyan, sul do Iêmen. Foto: OCHA/Eman
Observando o anúncio da Arábia Saudita sobre o início das operações militares no Iêmen, a pedido do governo nacional, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convocou todos os lados a garantir a proteção dos civis. E enfatizou que, apesar da intensificação do conflito, a negociação permanece como a única opção para finalmente resolver a crise.
De acordo com o escritório do secretário-geral, Ban “está ciente que outros Estados, particularmente membros do Conselho de Cooperação do Golfo, estão apoiando essas operações”. E “lembra todas as partes envolvidas sobre suas obrigações, sob as leis humanitárias internacionais, de garantir a proteção de civis e de todas as organizações humanitárias e da ONU, assim como as regras e princípios das leis internacionais dos direitos humanos e dos refugiados”.
Ban recordou a declaração da presidência do Conselho de Segurança, no último domingo (22), que, apoiando a legitimidade do presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, convocou todos os parceiros e Estados-membros a se abster de tomar quaisquer ações que prejudiquem a unidade, a soberania, a independência e a integridade territorial do Iêmen.
A situação no Iêmen se deteriorou rapidamente desde que o país formou um novo governo, em novembro de 2014, com o objetivo de pôr fim a um período de turbulência política e buscar uma transição completa para a democracia. O país continua sofrendo com a violência e manifestações políticas, apesar dos esforços da ONU para buscar uma solução pacífica.