Após referendo, especialista da ONU pede que Letônia garanta direitos dos que falam russo

Especialista Independente para Questões de Minoria pede que vitória do “não” no referendo que definia o russo como segunda língua oficial sirva para superar preconceitos históricos.

Após vitória do “não” no referendo que definia o russo como segunda língua oficial da Letônia, a Especialista Independente das Nações Unidas para as Questões de Minoria, Rita Izsák, pediu que o Governo da Letônia garanta os direitos da minoria que fala russo.

No último sábado (18/02), o referendo rejeitou por 75% dos eleitores o russo como segunda língua oficial. Para Izsák, esse resultado pode virar motivo para aumentar as tensões entre a minoria russa e comunidades não russas.

“O resultado do referendo não deve ser considerado uma vitória de uma comunidade sobre a outra. Isso deveria marcar uma oportunidade para avançar o diálogo sobre os direitos de minorias na Letônia”, afirmou Izsák.

Cerca de 27% da população da Letônia tem origem russa e aproximadamente um terço dos 2,1 milhões de habitantes considera o russo como língua materna.