Após soldados israelenses matarem duas pessoas na Cisjordânia, ONU pede calma na região

“Pedimos que investigações meticulosas sejam conduzidas, e que a responsabilidade por qualquer violação do direito internacional seja assegurada”, disse o representante da ONU.

Soldados israelenses inspecionam o carro de um palestino na Cisjordânia. Foto: IRIN/Kobi Wolf (foto de arquivo)

Em 24 horas, dois homens foram mortos por soldados israelenses na Cisjordânia. Preocupadas com as possíveis reações a estes episódios, as Nações Unidas pedem calma a todas as partes envolvidas.

De acordo com relatos da mídia, o juiz jordaniano, Raed Zeiter, foi baleado por soldados israelenses nesta segunda-feira (10) depois de uma discussão na ponte Allenby, que cruza a fronteira da Jordânia para a Cisjordânia. Horas após a morte de Zeiter, tropas israelenses mataram a tiros um palestino de 20 anos de idade, perto da cidade de Ramallah, na Cisjordânia. Os oficiais israelenses disseram que a vítima estava atirando pedras nos soldados.

“Pedimos que investigações meticulosas sejam conduzidas em todos esses casos, e que a responsabilidade por qualquer violação do direito internacional seja assegurada”, disse nesta terça-feira (11), em Jerusalém, o vice-coordenador especial para o Processo de Paz no Oriente Médio, James W. Rawley. Ele também pediu “a todos os envolvidos que demonstrem contenção e trabalhem para diminuir as tensões”.