ONU pediu 800 milhões de dólares para ajudar na reconstrução do país. Até agora, 331 milhões de dólares, ou 42% do total, foram prometidos pela comunidade internacional.

Recentes tempestades e inundações prejudicaram o trabalho humanitário para ajudar as vítimas do tufão Haiyan, em Tacloban, nas Filipinas. Foto: OCHA/Gemma Cortes
O tufão Haiyan, que atingiu as Filipinas em 8 de novembro, deixando cerca de 6 mil mortos, 4,1 milhões de pessoas deslocadas, destruindo lares e comércios, continua afetando a vida dos filipinos. “Dois meses após a tempestade, a necessidade de ajuda humanitária ainda é assustadora”, já que o processo de recuperação no país “tem sido constante mas irregular”, disse a sub-secretária-geral da ONU para Assuntos Humanitários e coordenadora humanitária da Organização, Valerie Amos, nesta quinta-feira (16).
Em dezembro, o governo das Filipinas lançou um plano de ação que prevê uma assistência de mais de 8 bilhões de dólares, em quatro anos, para restabelecer as condições econômicas e sociais das áreas afetadas aos níveis pré-tufão, e criar uma capacidade maior de resistência às catástrofes naturais. Em apoio ao plano do governo, a ONU lançou um Plano de Resposta Estratégica de cerca de 800 milhões de dólares para ajudar o país por um ano. Até o final de 2013, o apelo global da ONU tinha sido apenas 30% financiado, mas as promessas de financiamento para este ano totalizam 331 milhões dólares, cerca de 42% do valor necessário.
Amos observou que nas áreas afetadas o fornecimento de eletricidade ainda não retornou ao normal, dificultando os esforços de recuperação e atividades comerciais em áreas urbanas. Muitas escolas foram reabertas em 6 de janeiro, mas faltam salas de aula e materiais escolares. “Os doadores, agências humanitárias, e acima de tudo, o povo das Filipinas, conseguiram arrecadar uma quantia enorme nos últimos dois meses, mas a entrega e o alcance da ajuda continua sendo desigual”, disse Amos.