Após visita a campo sitiado, comissário da ONU se diz ‘abalado’ com vida dos palestinos na Síria

Refugiados estão em situação “perturbadora”. Filippo Grandi destaca necessidade de acabar com as barreiras ao acesso humanitário a todos os civis.

Multidão desesperada aguarda ajuda humanitária no campo de refugiados palestinos de Yarmouk, em Damasco, Síria. Foto: UNRWA

Após visita ao campo de Yarmouk, perto de Damasco, na Síria, o chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Filippo Grandi, nesta segunda-feira (24) se disse “profundamente perturbado e abalado” com o que viu. Ele destacou a necessidade de a Síria acabar com as barreiras para o acesso da ajuda humanitária a todos os civis.

“Os refugiados da Palestina com os quais falei estão traumatizados por causa do têm vivido e é evidente que muitos precisam de ajuda imediata, particularmente de comida e tratamento médico”, afirmou Grandi, acrescentando que espera um diálogo pacífico entre as partes em conflito no país.

Depois de 20 meses sitiado, a Síria autorizou a entrega de assistência em Yarmouk. A UNRWA distribuiu 7 mil cestas de alimentos, vacionou 10 mil pessoas contra a pólio e ofereceu uma série de outros serviços médicos entre 18 de janeiro e 20 de fevereiro. Mas as operações foram interrompidas diversas vezes por causa das dificuldades de acesso.

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