Credores internacionais propuseram reformas e medidas de austeridade fiscal para reestruturar a dívida do país, mas gregos recusaram cortes fiscais.

No dia 5 de julho, os gregos votaram contra as condições impostas pelos credores internacionais para um novo pacote de ajuda. Foto de arquivo: IRIN/Kristy Siegfried
Após a vitória do “não” no referendo realizado na Grécia no último dia 5 de julho sobre as últimas propostas dos credores internacionais – Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) –, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse esperar uma “solução aceitável” tanto para a Grécia quanto para os credores, de modo que a Grécia possa assumir “a importante e complexa tarefa de reconstruir a sua economia”.
Em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (6), o porta-voz das Nações Unidas, Farhan Haq, observou que Ban Ki-moon espera que o consenso dentro do país para o futuro da Grécia seja renovado.
No domingo (5), a maioria dos gregos rejeitou as condições exigidas pelos credores e parceiros europeus em troca de um novo pacote de resgate. Este resultado põe em dúvida o futuro da nação como membro da União Europeia e intensifica suas diferenças com os credores.
A diretora do FMI, Christine Lagarde, disse em um comunicado de apenas um parágrafo que a agência está acompanhando de perto a situação e está pronta para ajudar a Grécia, se solicitada.
O FMI participou, juntamente com o BCE e a Comissão Europeia, de programas de resgate para a Grécia e tem sido o principal impulsionador das reformas e medidas de austeridade para reestruturar a dívida grega. A população grega rejeitou, no entanto, as exigências dos credores, que incluíam medidas de austeridade fiscal que afetariam as medidas nacionais de proteção social.