Marcando o 23º aniversário do genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda, durante o qual Hutus e outros grupos étnicos também foram mortos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a única forma de homenagear a memória das vítimas é garantir que tais eventos nunca mais aconteçam.
Em sua mensagem para o dia, Guterres afirmou que prevenir o genocídio e outros crimes monstruosos é uma responsabilidade compartilhada e um dever central das Nações Unidas. Assista ao vídeo.

Crianças em campo de refugiados da ONU pouco depois do genocídio em Ruanda, em 1994. Foto: ONU/John Isaac
Marcando o 23º aniversário do genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda, durante o qual Hutus e outros grupos étnicos também foram mortos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta sexta-feira (7) que a única forma de homenagear a memória das vítimas é garantir que tais eventos nunca mais aconteçam.
O genocídio de 1994 no país africano foi marcado pelo assassinato sistemático de mais de 800 mil pessoas. A maioria era do grupo étnico Tutsi, mas grupos como Hutu, Twa e outros também sofreram durante os 100 dias de violência.
Em sua mensagem para lembrar o Dia Internacional para Reflexão do Genocídio de 1994 em Ruanda, Guterres disse: “prevenir o genocídio e outros crimes monstruosos é uma responsabilidade compartilhada e um dever central das Nações Unidas”. “O mundo precisa estar sempre alerta sobre os sinais de aviso de genocídio, e agir cedo e rapidamente contra essa ameaça”.
“A história está cheia de capítulos de ódio, inação e indiferença — um ciclo que levou à violência, ao encarceramento e a campos de morte”, acrescentou.
No entanto, ele alertou que “o veneno da intolerância” ainda existe no mundo. “Mesmo hoje, minorias e outros grupos sofrem ataques e exploração baseada em quem são”.
O secretário-geral afirmou que sobreviventes do genocídio continuam a enfrentar dificuldades, mas enfatizou sua resiliência e capacidade de reconciliação.
Ele também pediu que a sociedade “aprenda com as lições de Ruanda e trabalhe junta para construir um futuro de dignidade, tolerância e direitos humanos para ‘todos”.
O dia será marcado por uma cerimônia na sede da ONU em Nova York. O evento anual será moderado por Maher Nasser, subsecretário-geral para comunicações globais em exercício, com apresentação de Malaika Uwamahoro, artista ruandesa e estudante da Universidade de Fordham.
Haverá ainda discurso de Carl Wilkens, cofundador e diretor da organização World Outside My Shoes, de Linda Melvern, jornalista e escritora, além de Valentina Rugwabiza, embaixadora e representante permanente de Ruanda nas Nações Unidas.