Argentina pede que ONU detenha especulações de ‘fundos abutres’

Em discurso na sede das Nações Unidas, ministro argentino da economia convoca ação conjunta para encontrar soluções que respeitem os princípios básicos sobre dívida dos países.

Sede do governo da Argentina, a Casa Rosada. Foto: Gino Lucas Turra/CC/Wikipédia

Sede do governo da Argentina, a Casa Rosada. Foto: Gino Lucas Turra/CC/Wikipédia

O ministro da economia da Argentina, Axel Kicillo, declarou nesta quarta-feira (29) na ONU que as interpretações legais que favorecem “fundos abutre” nos Estados Unidos são “ridículas, absurdas e perigosas para o sistema financeiro internacional como um todo”. E pediu avanços na definição de um quadro jurídico internacional para conter a especulação desses credores.

“O fundo abutre mais importante que persegue a Argentina pagou 50 milhões de dólares em 2008, e hoje em um tribunal de Nova York quer forçar a Argentina a pagar 800 milhões de dólares, um ganho de 1.600% no prazo de seis anos. Este não é um acidente, é uma ação sistemática e têm aparecido esses parasitas especializados em comprar de dívidas soberanas em dificuldade, ir a tribunais e obter decisões favoráveis”.

Kicillof agradeceu a intervenção da ONU no problema e convocou todos a trabalhar juntos, incluindo agências de crédito internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), para encontrar soluções que respeitem os princípios básicos sobre a dívida soberana dos países.