Artistas do Cone Sul participam de oficina, no Panamá, pelo fim da violência contra as mulheres

Cordelista e arte educador, o brasileiro Tião Simpatia compartilha sua experiência com o fim da violência contra as mulheres.

Artistas do Cone Sul participam de oficina, no Panamá, pelo fim da violência contra as mulheresA Campanha do Secretário-Geral da ONU na América Latina “UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres” reúne, até amanhã (30/9) no Panamá, 26 artistas latino-americanos envolvidos com a causa. O objetivo do encontro é estreitar os laços entre os agentes culturais, traçar estratégias de divulgação da mensagem da não violência contra as mulheres e formar uma rede de porta-vozes. Quatro artistas representam a subrregião do Cone Sul: Tião Simpatia (Brasil), Marcelo Medina (Paraguai), Yenia Rivarola (Paraguai) e Santiago Tavella (Uruguai).

Cordelista e arte educador, o brasileiro Tião Simpatia está compartilhando, desde ontem (28/9), a sua experiência e engajamento com o fim da violência contra as mulheres. Convidado pela ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, o artista colocou a Lei Maria da Penha em cordel para popularizar o entendimento e a aplicação dos direitos assegurados pela legislação. Com sua arte popular e inovadora, Tião Simpatia obteve ampla divulgação do seu trabalho pelo fim da violência contra as mulheres nos principais programas de entretenimento do Brasil.

Além disso, Tião Simpatia é grande colaborador de Maria da Penha Maia Fernandes e do instituto dirigido por ela. “É uma honra representar o Brasil nessa oficina que certamente contribuirá significativamente para o fim a violência doméstica contra as mulheres”, escreveu Tião Simpatia numa de suas redes sociais, que está sendo utilizada para compartilhar a sua participação na Oficina de Artistas “UNA-SE pela região da América Latina”, organizada pelas Nações Unidas.

Uma em cada três latino-americanas menores de 35 anos sofre algum tipo de violência de gênero, segundo a Organização Iberoamericana da Juventude. Embora os dados sejam alarmantes, eles escondem a realidade: somente é identificada uma parte dos casos de violência contra as mulheres e meninas. Por vergonha ou medo, as vítimas não denunciam ou informam a violência que vivenciam.

Segundo a coordenação da Campanha do Secretário-Geral “UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres” na América Latina, a sensibilidade dos artistas que responderam à convocação da campanha traz à tona que todas as pessoas são protagonistas da mudança para evitar a expansão de uma cultura de tolerância à violência contra as mulheres e meninas, além de fazer um chamado da responsabilidade do Estado.