Às vésperas de eleição presidencial no Sri Lanka, chefe da ONU pede pleito ‘pacífico e credível’

De acordo com o Escritório do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), mais de 350 ataques violentos contra muçulmanos e 150 ataques contra cristãos foram relatados no Sri Lanka nos últimos dois anos.

Seções eleitorais no norte do Sri Lanka no última processo eleitoral, realizado em julho de 2010. Foto: IRIN

Seções eleitorais no norte do Sri Lanka no última processo eleitoral, realizado em julho de 2010. Foto: IRIN

O chefe da ONU, Ban Ki-moon, expressou otimismo de que o governo do Sri Lanka garantirá eleições “pacíficas e credíveis” para a que a população possa escolher seu novo presidente, na disputa eleitoral que acontecerá no próximo dia 08 de janeiro. Em um telefonema ao ministro de Relações Exteriores do Sri Lanka, G.L. Peiris, Ban reafirmou o apoio das Nações Unidas para a reconciliação, diálogo político e responsabilização do país neste momento democrático.

Em conversa com o ministro de Relações Exteriores, Ban chamou a atenção para a importância de uma participação inclusiva de todos os eleitores do Sri Lanka, incluindo as comunidades minoritárias, em um processo eleitoral sem medo.

Apesar do fim do conflito de 26 anos em 2009, o país continua a viver uma onda de ataques étnicos e sectários. Recentemente, uma escalada de violência e recriminação contra comunidades muçulmanas e cristãs por grupos budistas extremistas ameaçou dividir o país novamente. De acordo com o Escritório do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), mais de 350 ataques violentos contra muçulmanos e outros 150 ataques contra cristãos foram relatados no Sri Lanka nos últimos dois anos. Comunidades muçulmanas e cristãs são submetidas a discursos de ódio, descriminação, ataques e atos de violência em todo território nacional frequentemente.