Às vésperas de iniciar missão no Mali, ONU reforça apelo por recursos humanos e equipamentos

Operação será iniciada no próximo dia 1º, mas ainda necessita de militares, policiais e pessoal especializado, além de helicópteros. País deve realizar eleições em 28 de julho.

Da capital do Mali, Bamako, Bert Koenders fala Conselho de Segurança da ONU por videoconferência. Foto: ONU /JC McIlwaine

Da capital do Mali, Bamako, Bert Koenders fala Conselho de Segurança da ONU por videoconferência. Foto: ONU /JC McIlwaine

Altos funcionários das Nações Unidas pediram aos Estados-Membros recursos essenciais, como pessoal e equipamento, para que a Organização possa assumir a missão no Mali. A ONU precisa da ajuda para apoiar o país em tarefas-chave, como a implementação do acordo de cessar-fogo e a preparação para as eleições do próximo mês.

“O sucesso dessas atividades dependerá de confiança e de assistência para colocar o Mali no caminho da estabilidade”, disse o representante especial do secretário-geral da ONU para o Mali e o chefe da Missão da ONU de Estabilização Multidimensional Integrada no Mali (MINUSMA), Bert Koenders, na terça-feira (25).

Da capital do Mali, Bamako, Koenders falou aos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU sobre a atual situação de segurança, processos de mediação e reconciliação nacional, preparativos para a eleição de 28 de julho, além da situação humanitária e de direitos humanos no país.

O representante especial também pediu para que os Estados-Membros apoiem plenamente a MINUSMA e contribuam com recursos “essenciais e imediatos”, militares, policiais e pessoas preparadas para lidar com a situação do país.

Uma missão liderada pela União Africana atua no Mali e a transferência para a missão da ONU deve ocorrer em 1 de julho.

A MINUSMA foi criada pelo Conselho de Segurança da ONU em abril e tem a tarefa de apoiar o processo político no Mali. O país está se recuperando de um conflito entre as forças governamentais e os rebeldes tuaregues, que deslocou centenas de milhares de pessoas desde janeiro de 2012.

O Conselho também autorizou a missão a “usar todos os meios necessários” para realizar as tarefas de estabilização relacionadas à segurança para proteger civis, funcionários da ONU, bens culturais e criar as condições para a prestação de ajuda humanitária.

Em seu recente relatório ao Conselho de Segurança, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, escreveu que ainda há “muitos desafios” para uma transição da missão da União Africana, chamada AFISMA, para a missão das Nações Unidas. “O foco inicial será manter a continuidade perfeita entre as duas operações para preservar os ganhos de segurança feitos até o momento e evitar a criação de qualquer vácuo”, afirmou.

O subsecretário-geral para as operações de manutenção da paz, Hervé Ladsous, acrescentou que a ONU ainda está buscando garantias de importantes recursos pendentes, incluindo helicópteros, inteligência, operações de informação e de forças especiais.

Ladsous disse ao Conselho de Segurança que a missão está inserida em um novo contexto geopolítico, com desafios relacionados ao clima severo, ao estado da infraestrutura e à vasta área geográfica de responsabilidade.