“O futuro mundial será fortemente afetado pelas escolhas que serão feitas na Ásia e no Pacífico no sentido de um caminho de baixa emissão de carbono”, ressalta Diretor Regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Ajay Chhibber.
Os países da região Ásia-Pacífico devem encontrar formas de continuar crescendo economicamente e tirar milhões de pessoas da pobreza, enquanto respondem às preocupações ambientais e mudanças climáticas. As recomendações estão no “Relatório de Desenvolvimento Humano na Ásia-Pacífico 2012” das Nações Unidas, divulgado hoje (10/05) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O relatório faz parte dos preparativos para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
“O futuro mundial será fortemente afetado pelas escolhas que serão feitas na Ásia e no Pacífico no sentido de um caminho de baixa emissão de carbono”, ressaltou o Diretor Regional do PNUD, Ajay Chhibber. “O objetivo é claro: reduzir a pobreza, aumentar a prosperidade, deixando uma menor pegada de carbono.”
O relatório argumenta que as políticas e as ações na região terão um impacto global por serem o lar de mais da metade da população mundial e da metade das grandes cidades do planeta.
Segundo o documento, os países da região terão de mudar o modo de gerir as colheitas e o gado, de gerar energia e de fabricar produtos; mudando para uma abordagem mais verde, mais resistente e com menor emissão, respeitando o meio ambiente e ao mesmo tempo oferecendo oportunidades de emprego para os pobres.
Para ser capaz de mudar para uma economia mais verde, o relatório enfatiza que deve haver uma transformação na indústria de produção de energia e nas práticas agrícolas da região. Atualmente, cerca de 85% da energia primária da região vem de combustíveis fósseis na forma de carvão, gás natural e petróleo. Isso corresponde a 37% das emissões mundiais de produção agrícola.
Disparidade de renda também é uma questão fundamental destacada no relatório. Enquanto há mais de 2,5 bilhões de assinantes de telefonia móvel, metade da população – 1,9 bilhão de pessoas – não tem acesso a serviços básicos como descargas sanitárias.