Assassinato de cinegrafista aumenta preocupação da ONU com liberdade de informação no Iraque

UNESCO condena morte de Alaa Edwar, atingido por tiros perto de casa, em Mosul. O repórter cinematográfico se demitiu do canal Nineveh Al-Ghad após receber ameaças de morte.

Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

A morte de mais um profissional de mídia no Iraque alarmou a causa preocupação alarmou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciênica e a Cultura (UNESCO). Nesta sexta-feira (29), a diretora-geral da agência encarregada da defesa da liberdade de imprensa, Irina Bokova, condenou o assassinato do repórter cinematográfico Alaa Edwar em Nineveh, província do norte do país, e pediu medidas para garantir a segurança dos jornalistas.

Edwar, de 41 anos, se demitiu do canal Nineveh Al-Ghad após receber ameças de morte caso continuasse na sua linha de trabalho. Ele foi morto a tiros nas proximidades de casa, no norte de Mosul, em 24 de novembro. Nenhum suspeito foi identificado ainda.

“Intimidação e violência estão sendo usadas para evitar que o público iraquiano receba informações. É urgente, portanto, que as autoridades façam tudo o que podem para levar os autores da morte de Alaa Edwar à justiça”, declarou Bokova.