Assembleia Geral da ONU abre 67ª sessão retomando compromissos da Rio+20

Também entraram na pauta o chamado urgente para enfrentar a incerteza política e econômica em muitos países, além da solução pacífica para conflitos internacionais.

Da esquerda para direita, Ban Ki-moon, Vuk Jeremic e Nassir Abdulaziz Al-Nasser no fechamento da 66ª sessão

“A agenda pós-2015 está entre as prioridades da Assembleia Geral da ONU, especialmente a de cumprir os compromissos da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20)”, declarou o Presidente da Assembleia, Vuk Jeremic, na abertura da 67ª sessão.

“Nosso objetivo deve ser a plena implementação do mandato que a Assembleia recebeu na Rio+20. Isso vai exigir um compromisso decisivo para observar não apenas os prazos processuais, mas também os objetivos políticos e financeiros que foram projetados para serem cumpridos”, disse Jeremic.

Na abertura realizada nesta terça-feira (18), outros assuntos prioritários também foram colocados em pauta, como o chamado urgente para enfrentar a incerteza política e econômica em muitos países e a solução pacífica para os conflitos internacionais. Segundo Jeremic, a Assembleia Geral também deve se concentar nos oito focos antipobreza provenientes das Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

No encerramento da 66ª sessão, na segunda-feira (17), a Rio+20 também foi mencionada. Segundo o presidente dessa sessão, Nassir Abdulaziz Al-Nasser, a conferência no Rio de Janeiro “irá para a História como o momento em que a comunidade internacional renovou sua vontade política e empenho para enfrentar os desafios econômicos, sociais e ambientais interligados”.

Al-Nasser lembrou do papel fundamental da Assembleia Geral em reconhecer as novas autoridades da Líbia após a revolução no país africano e para assegurar um rápido fim para a violência na Síria. Também chamou a atenção para a maior prevenção e resposta a desastres naturais, com ênfase na crise humanitária ocorrida no começo deste ano no Chifre da África.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, ressaltou o papel das Nações Unidas nesse momento de incertezas e a necessidade de os Estados-Membros trabalharem juntos.

“Estamos vivendo um período de inquietação. Nós estamos vendo incidentes de intolerância e ódio que são  explorados por outros. Vozes de moderação e calma precisam ser ouvidas. As Nações Unidas devem emergir para esse momento.”