Resolução adotada por 137 votos a favor, 12 contra e 17 abstenções pede fim da violência e proteção ao povo. Embaixador sírio considera texto tendencioso.
A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou na quinta-feira (16/02) uma resolução que condena as “sistemáticas e generalizadas violações dos direitos humanos e de liberdades fundamentais” cometidas pelas autoridades sírias. O texto, que teve 137 votos a favor, 12 contra e 17 abstenções, pediu que a Síria cesse imediatamente a violência e proteja seu povo.
“A resolução demonstra a preocupação, o comprometimento e a solidariedade mundial com o povo sírio. A votação de hoje também mostra que os Estados-Membros estão dispostos a agir para manter a estabilidade”, defendeu o Presidente da Assembleia Geral, Nassir Abdulaziz Al-Nasser.
Para o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a resolução indica um caminho para uma solução política e um futuro pacífico para a Síria, com democracia, direitos humanos e dignidade ao povo. Ban pediu que os países continuem a apoiar os esforços para encontrar uma solução urgente para a crise, incluindo planos de sediar uma conferência na Tunísia, em 24 de fevereiro, que envolva países do grupo de “amigos da Síria”.
O Embaixador sírio na ONU, Bashar Ja’afari, afirmou que a resolução adotada é tendenciosa e não representa a situação de seu país. Segundo Ja’afari, Assad respondeu aos anseios populares ao marcar referendo sobre nova constituição para 26 de fevereiro e vem mostrando vontade de promover diálogo nacional.
O diplomata pediu ainda que a comunidade internacional pare de interferir em assuntos internos da Síria. Na avaliação de Ja’afari, o posicionamento de outras nações só serve para adicionar “combustível para o fogo das tensões em seu país”.