A expectativa é que as conversas resultem em avanços para se estabelecer áreas livres de armas nucleares, além de medidas para aumentar a confiança entre os países.
Encontro da Assembleia Geral da ONU discute hoje (6) temas relacionados ao terceiro Dia Internacional contra Testes Nucleares, observado anualmente no dia 29 de agosto. A expectativa é que as conversas resultem em avanços para se estabelecer áreas livres de armas nucleares, além de medidas a serem adotadas pela ONU para aumentar a confiança entre os países.
Na abertura do encontro, funcionários das Nações Unidas reafirmaram que o fim dos testes nucleares é um dos principais meios de alcançarmos um mundo mais seguro e protegido. “Os testes nucleares são uma ameaça para a saúde humana e à estabilidade global. Seus efeitos são prejudiciais e de longa duração”, observou o Secretário-Geral Ban Ki-moon em uma mensagem de vídeo para a reunião. Ele apelou novamente aos Estados que ainda não o fizeram a assinar e ratificar o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares sem demora. Até a entrada do Tratado em vigor, ele pediu a todos os Estados que cumpram a moratória existente sobre todas as explosões de testes nucleares.
O Tratado, que visa estabelecer uma proibição verificável, permanente e global sobre todos os tipos de testes nucleares explosivos, foi assinado por 183 Estados e ratificado por 157. A ratificação por oito Estados do chamado anexo 2 é necessária para que o tratado entre em vigor. São eles: China, Coreia do Norte, Egito, Índia, Irã, Israel, Paquistão e Estados Unidos.
“Embora muito tenha sido alcançado para trazer-nos mais perto de uma probição global de testes nucleares universalmente eficaz e juridicamente vinculativa, ainda há muito a ser feito”, afirmou o presidente da Assembleia, Nassir Abdulaziz Al-Nasser, aos delegados reunidos. “O esforço restante não é necessariamente científico ou financeiro, mas sim político. Um maior comprometimento político e uma liderança verdadeira são hoje mais necessários do que nunca “, frisou.
O Al-Nasser encorajou os participantes a se envolver em trocas construtivas, não só para promover a entrada em vigor do Tratado, mas também para estimular o progresso em todas as frentes paralelas. “É desnecessário dizer que isso vai exigir esforços não apenas de governos. Também irá depender do envolvimento ativo da sociedade civil e outras partes interessadas que apóiam nossa causa global de desarmamento nuclear “, disse ele.