Resolução contra práticas de violência contra a cultura foi definida por chefe da UNESCO como um “divisor de águas” na mobilização do mundo para proteger o patrimônio do país.
A Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quinta-feira (25) se mostrou ultrajada ante os ataques à herança cultural do Iraque que estão sendo usados como tática de guerra para espalhar o terror e o ódio, “um fenômeno novo”, disse a chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) rotulando-os como uma forma de “limpeza cultural” que ameaça as pessoas e a segurança na região.
Aos repórteres na sede da ONU, na sequência da adoção por unanimidade pela Assembleia Geral, a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, disse que o fato representava um “divisor de águas” na mobilização do mundo para proteger o patrimônio, assim como a diversidade cultural no Iraque.
O texto de quatro páginas pede “a suspensão imediata da destruição arbitrária do patrimônio cultural do Iraque, incluindo locais religiosos ou objetos, enfatiza que tais atos cometidos pelo Estado Islâmico no Iraque e no Levante (ISIL) ou outros indivíduos, grupos, empresas e entidades associados à Al-Qaeda não serão tolerados, e apela também para a preservação do patrimônio cultural do Iraque, protegendo propriedades culturais e religiosas e locais de conformidade com o direito internacional humanitário.
O secretário-geral adjunto da ONU, Jan Eliasson, observou que a “destruição do patrimônio cultural testemunha uma forma de extremismo violento que visa a destruir o presente, o passado e o futuro da civilização humana. Ele acrescentou que a destruição que “está acontecendo hoje no Iraque, o berço da civilização da Mesopotâmia, representa uma perda não só para o povo iraquiano, mas verdadeiramente para toda a humanidade”.
