Agência da ONU para refugiados e organizações parceiras fizeram um apelo financeiro a doadores para manter e levar assistência a refugiados e migrantes que estão na Europa e continuarão chegando em 2016.

Refugiados sírios chegam à ilha de Lesbos, na Grécia. Foto: UNICEF / Alessio Romenzi
Nesta terça-feira (26), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros fizeram um apelo a doadores para que liberem uma verba de 550 milhões de dólares. A verba vai financiar operações voltadas para as populações deslocadas que continuam chegando à Europa em 2016, vindas do Oriente Médio e outras regiões. Para o diretor do ACNUR, Filippo Grandi, situação de “emergência humanitária” vai perdurar, exigindo políticas coordenadas dos países e mais intervenções de organizações de assistência.
“A diversidade daqueles que se deslocam, incluindo os jovens e os idosos, mulheres e homens solteiros, assim como famílias, vítimas de tráfico e violência baseada em gênero, e pessoas de diferentes nacionalidades e contextos, significa que indivíduos enfrentam necessidades imediatas diferentes, baseadas em suas vulnerabilidades específicas. Isso coloca um novo desafio para autoridades já sobrecarregadas”, afirmou o chefe da agência da ONU.
As operações financiadas vão oferecer proteção, assistência, abrigo, água potável e saneamento nos lugares onde as pessoas deslocadas estão chegando. O ACNUR e seus parceiros esperam conseguir identificar situações de risco. Com o dinheiro, serão fortalecidas as atividades de registro dos refugiados e migrantes e as ações dos atores na linha de frente da crise migratória, como as guardas costeiras, de fronteiras e policiais. Apoio às comunidades afetadas e auxílio no processo de realocação e reassentamento dos indivíduos deslocados também estão incluídos no orçamento.
Cerca de metade da verba solicitada será alocada para a Grécia. O país recebeu mais de um milhão de refugiados e migrantes que chegaram ao continente europeu em 2015. Desse contingente, 500 mil eram sírios fugindo da guerra, 20% eram afegãos e 7% eram iraquianos. A maioria dos que aportam no país seguem pelos Balcãs, rumo à Áustria, Alemanha, Suécia e outras nações. O apelo do ACNUR foi apoiado pela Organização Internacional para Migração (OIM) e por outras 65 organizações.