Assistência alimentar da ONU chega a área isolada no Sudão pela primeira vez desde 2011

Programa Mundial da Alimentos espera beneficiar cerca de 50 mil pessoas no estado do Nilo Azul, próximo à fronteira com o Sudão do Sul. Região estava isolada por questões de segurança.

Mães refugiadas da estado sudanês do Nilo Azul esperam em uma clínica no Sudão do Sul para vacinar seus filhos contra o sarampo. Foto: IRIN/Hannah McNeish

Mães refugiadas da estado sudanês do Nilo Azul esperam em uma clínica no Sudão do Sul para vacinar seus filhos contra o sarampo. Foto: IRIN/Hannah McNeish

As primeiras rações alimentares da ONU em dois anos chegaram às pessoas afetadas pelo conflito no estado do Nilo Azul, no Sudão. A área rural próxima à fronteira com o Sudão do Sul estava isolada desde 2011 por causa da insegurança e de restrições impostas pelo Governo.

O Programa Mundial da Alimentos (PMA) considerou a conquista um “grande avanço”, mas lembrou que ainda há muito a ser feito uma vez que os conflitos continuam na região e muitas áreas ainda são inacessíveis.

Neste primeiro momento, o PMA está distribuindo uma ração de dois meses em duas das áreas mais afetadas pelo conflito, Geissan e Kurmuk. Em Geissan, 12 mil pessoas serão beneficiadas por essas doações e o PMA espera alcançar mais 39 mil em Kurmuk.

“O plano geral é auxiliar todos aqueles que pudermos alcançar em seis localidades antes do início da estação das chuvas, em maio”, explicou o Diretor do PMA no país, Adnan Khan, observando que é preciso um financiamento adicional de 20,5 milhões de dólares para comprar as 17 mil toneladas de alimentos necessárias.

Os combates entre as forças armadas sudanesas e um grupo armado rebelde eclodiu no estado do Nilo Azul em setembro de 2011, após o vizinho Sudão do Sul conquistar sua independência no âmbito do Acordo de Paz Abrangente de 2005, que pôs fim a uma década de guerra de civil.