Para o Subsecretário-Geral para Assuntos Políticos, suporte de mediação e o uso de bons ofícios diminuem risco de violência e instabilidade política em período eleitoral.

A cooperação das Nações Unidas nos países em eleição deve continuar a incluir ferramentas de mediação e de boas práticas. Para o Subsecretário-Geral para Assuntos Políticos, B. Lynn Pascoe, o mero suporte técnico é insuficiente para controlar os riscos de violência e instabilidade política. O sucesso das primeiras eleições democráticas na Tunísia foi lembrado na Assembleia Geral da ONU ontem (25/10).
Pascoe lembra que a demanda por ajuda da ONU em períodos eleitorais continua alta. Nos dois últimos anos, mais de 50 países receberam este tipo de cooperação. Ele ainda ressaltou a expertise adquirida pela Organização ao longo dos anos. “Nós também desenvolvemos um balanço positivo na assistência eleitoral, inclusive em alguns dos mais difíceis ambientes de pós-conflito ou geográficos. O mais importante é que a ONU manteve a imparcialidade.”
No fim de agosto, o Secretário-Geral Ban Ki-moon apresentou um relatório sobre assistencial eleitoral dada pelas Nações Unidas. No documento, foram destacados trabalhos realizados na área de gênero nas eleições e nas questões de sustentabilidade e eficiência de investimentos em eleições.
“Uma eleição honesta e transparente, que respeite os direitos fundamentais, tenha o apoio efetivo e neutro das Instituições estatais, além de garantir uma postura responsável de candidatos, eleitores e líderes, está encaminhada para ter um resultado aceito e pacífico”, analisou Ban.