Comunidade internacional comprometeu-se a doar 1,5 bilhão de dólares, mas enviou somente 200 milhões ao Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários.
As operações humanitárias para ajudar os sírios afetados pelo conflito estão com um orçamento “apertado” e os recursos prometidos são urgentemente necessários para mantê-las com a escala da crise, afirmou nesta quarta-feira (27), a Subsecretária-Geral da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos.
“Esta é uma crise que está levando nossa capacidade ao limite”, afirmou Amos, que é Chefe do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), após reunião a portas fechadas com o Conselho de Segurança. “O ritmo em que estamos sendo capazes de prestar assistência é muito mais lento do que o ritmo no qual a crise está evoluindo.”
Em janeiro, países e organizações regionais prometeram mais de 1,5 bilhão de dólares para fornecer ajuda humanitária aos civis afetados pelo conflito na Síria, no país e em estados vizinhos, que atualmente hospedam cerca de 900 mil refugiados. No entanto, apenas 200 milhões foram recebidos até agora.
“A situação do financiamento é sombria. Nós ouvimos todas as promessas, precisamos agora ver que estas promessas serão honradas”, afirmou o diretor do escritório de Nova York do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), Udo Janz.
Violência sexual é usada como técnica de tortura para obter informações
A Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflitos, Zainab Hawa Bangura, também reuniu-se com o Conselho na quarta-feira (27). Ela alertou sobre relatos do uso sistemático e generalizado de violência sexual principalmente contra mulheres, mas também contra homens, meninos e meninas.
Segundo Bangura, este crime está provocando um enorme deslocamento de pessoas na Síria que citam o medo deste tipo de violência como a razão para deixar suas casas. Muitos homens relataram que a violência sexual está sendo usada por forças do Governo como técnica de tortura para obter informações. Também há relatos de famílias à beira da miséria que entregaram suas filhas para casamento.
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