Ataque à base da ONU na Somália mata pelo menos 22 pessoas

Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon se diz preocupado e indignado com ataque “desprezível”. Maioria dos funcionários está ilesa.

Base atacada em Mogadíscio é usada por agências humanitárias da ONU e parceiros. Foto: OCHA/Ari Gaitanis

Base atacada em Mogadíscio é usada por agências humanitárias da ONU e parceiros. Foto: OCHA/Ari Gaitanis

Um ataque a uma base da ONU em Mogadíscio, capital da Somália, matou pelo menos 22 pessoas nesta quarta-feira (19). Entre as vítimas estão pelo menos um funcionário internacional, três prestadores de serviço e quatro guardas somalis. Civis também morreram e ficaram feridos do lado de fora da base.

De acordo com a Missão de Assistência das Nações Unidas na Somália (UNSOM), foram detonados explosivos que estavam numa caminhonete em frente ao portão do complexo da ONU por volta das 11h30. Depois, homens entraram na base a pé. Outras explosões aconteceram e tiros foram disparados. As pessoas buscaram refúgio em áreas seguras.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que se encontra em visita oficial à China, conversou por telefone com o presidente da Somália, Sheikh Hassan Mohamud, e disse estar profundamente preocupado e indignado com o ataque “desprezível” contra a ONU.

Ban agradeceu ao país e à Missão pela pronta resposta para proteger os trabalhadores da ONU e elogiou a ação corajosa dos guardas que enfrentaram os criminosos.

O representante especial do secretário-geral e chefe da (UNSOM), Nicholas Kay, afirmou que a grande maioria dos funcionários da ONU estão ilesos. “Nossos colegas de Mogadíscio estão abalados, mas as Nações Unidas continuam determinadas a acompanhar o povo da Somália”, afirmou.

As Nações Unidas continuarão a atuar no país para prestar o apoio necessário no caminho da estabilidade e do desenvolvimento.