Apesar do retorno de dezenas de milhares de deslocados internos à Síria, devido a acordos locais e mudanças no controle territorial, a ONU afirmou que novos aéreos teriam sido responsáveis pela morte de dezenas de civis “em várias áreas” do país.

Conflitos deixaram grande parte da Síria em ruínas. Foto: ACNUR/Susan Schulman
Apesar do retorno de dezenas de milhares de deslocados internos à Síria, devido a acordos locais e mudanças no controle territorial, a ONU afirmou que novos aéreos teriam sido responsáveis pela morte de dezenas de civis “em várias áreas” do país.
“Nossos colegas do serviço humanitário ficaram alarmados com o impacto das hostilidades a civis relatadas em diversas regiões da Síria”, afirmou o porta-voz da ONU, Farhan Haq, a repórteres na sede da organização em Nova York.
Cerca de 234.500 pessoas permanecem deslocadas no sudoeste da Síria, onde os combates se intensificaram. Nessa região, um ataque atingiu um campo de refugiados entre os vilarejos de Bagouz e Susah, na cidade de Deir Ezzour, no leste do país, matando dezenas de pessoas.
“Ontem, as hostilidades supostamente continuaram pelo terceiro dia na região montanhosa de Akrad, na província de Idleb e no nordeste de Lattakia, onde várias pessoas, incluindo uma mulher e dois filhos, teriam sido mortas e muitas outras feridas por ataques aéreos”, afirmou Haq.
“As hostilidades continuam a afetar os civis em torno da área da bacia de Yarmouk, no sudoeste da província de Dara’a”, continuou o vice-porta-voz. “Na cidade de Hayt, ataques supostamente mataram três crianças e uma mulher, além de ferir outras seis pessoas.”
O alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, classificou a situação na Síria como “terrível”, descrevendo a realidade sombria de pessoas lutando sem abrigo ou proteção contra o calor e ventos do deserto, além da questão referente a diminuição do fornecimento de alimentos. Grandi pediu que todos aqueles envolvidos em combates “cessem as hostilidades”.
De acordo com relatos da imprensa, a declaração da ONU aconteceu horas depois de uma vitória simbólica das forças de Assad, deixando clara a incerteza que rege o conflito. A mídia estatal síria informou que as forças do governo hastearam a bandeira nacional sobre a cidade de Deraa, em uma área controlada por rebeldes há anos.