Ataque ao UNICEF na Somália evidencia risco cada vez mais frequente dos trabalhadores humanitários

Para a chefe de assuntos humanitários, respeito à bandeira ONU vem desaparecendo. Segundo dados da Organização, em 2013 os ataques envolvendo trabalhadores humanitários alcançou o recorde de 264 incidentes, afetando 474 pessoas.

"Nós honramos nossos colegas". Imagem: UNICEF

“Nós honramos nossos colegas”. Imagem: UNICEF

O terrível ataque nesta segunda-feira (20) à equipe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) traz à tona os perigos que muitos trabalhadores humanitários enfrentam diariamente, afirmou a chefe do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), Valerie Amos.

Após a explosão de uma artefato que matou quatro funcionários do UNICEF no percurso de sua residência ao trabalho, Amos lembrou que os trabalhadores humanitários se transformam, cada vez mais, em alvo de grupos armados, uma realidade que compromete a habilidade da ONU de alcançar aqueles que mais precisam. Os ataques, lembrou Amos, também “violam todos os princípios de humanidade e decência”.

“O respeito pela bandeira da ONU, da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho está desaparecendo”, disse a subsecretária-geral da ONU, advertindo que ataques a trabalhadores humanitários constituem um crime de guerra e violam o direito internacional humanitário e os direitos humanos.

De acordo com a ONU, estes ataques vêm aumentado anualmente durante a última década. Em 2013, eles alcançaram o recorde de 264 incidentes, afetando 474 trabalhadores.