Maiores cuidados com recém-nascidos durante o primeiro mês de vida são um passo fundamental para a redução da mortalidade infantil em países em desenvolvimento, aponta um relatório divulgado esta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Maiores cuidados com recém-nascidos durante o primeiro mês de vida são um passo fundamental para a redução da mortalidade infantil em países em desenvolvimento, aponta um relatório divulgado esta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em uma atualização das medidas essenciais para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), um acordo realizado entre líderes mundiais contendo oito objetivos a serem alcançados até 2015, foi estimado que 40% das mortes até cinco anos de idade ocorrem no primeiro mês de vida, majoritariamente durante a primeira semana. De acordo com o relatório de Estatísticas da Saúde Mundial 2010, as principais causas da mortalidade infantil nesses países incluem desnutrição e doenças como a malária. Os dados também mostram que o índice de morte de crianças até cinco anos de idade caiu 30% de 1990 até 2008. A OMS reconhece que houve avanços nos ODMs em relação à saúde.
O percentual de crianças desnutridas caiu de 20% em 1990 para 16% em 2010; infecções por HIV diminuíram 16% entre 2001 e 2008; e a porcentagem da população com acesso a água potável aumentou de 77% para 87%, o que já é suficiente para alcançar a meta da ODM.
Apesar dos avanços, alguns países ainda estão atrasados em decorrência de problemas internos. Segundo o relatório, muitas nações também estão deixando a desejar em relação a medidas para a redução da mortalidade materna. Além disso, faltam documentos com dados de identificação e mortes. Outro desafio é reduzir os casos de malária com o uso de mosquiteiros e os casos de desnutrição, principalmente nos países subsaarianos e no sudeste da Ásia. O relatório prova que muitos países estavam no caminho certo para alcançar a meta da ODM de redução da malária, porém em 2008 houve aproximadamente 243 milhões de casos da doença, resultando em 863 mil mortes, a maioria de crianças de até cinco anos de idade.
Em 2008, por volta de 2,7 milhões de pessoas foram infectadas com o vírus HIV. Mais de quatro milhões de pessoas de países em desenvolvimento estavam sendo tratadas até o fim daquele ano, porém mais de cinco milhões de pessoas ainda estavam sem tratamento. O relatório também mostra que o número de casos de tuberculose vem caindo conforme mais pessoas são tratadas com sucesso. A mortalidade por tuberculose entre pessoas soronegativas caiu de 1,7 milhões em 2001 para 1,4 milhões em 2008.
A íntegra do relatório pode ser acessada aqui (em inglês).