Ao completar uma década como embaixador da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Osvaldo Laport lembra que a solidariedade não deve ter fronteiras. Ele já esteve em Congo, Equador, Peru e Líbano visitando refugiados e pessoas deslocadas pela violência.

Osvaldo Laport visitou o Equador em 2013. Foto: M.Fernández/ACNUR
Osvaldo Laport, ator uruguaio reconhecido na América Latina e no exterior, está comemorando dez anos como embaixador da Boa Vontade do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados. E dá uma lição de solidariedade ao lembrar que o refúgio pode acontecer a qualquer um.
“A solidariedade não deve ter fronteiras, nem ser anônima. É preciso expor e exteriorizar cada vez mais essa realidade, para que todos sejam Embaixadores da Boa Vontade do ACNUR, porque qualquer um de nós pode um dia vir a ser refugiado”, afirma Laport.
Em 2004 o ator doou à ACNUR uma percentagem do lucro gerado pela venda de seu perfume, “Tiempo”. No mesmo ano, disponibilizou seu tempo participando em um anúncio televisivo no Dia Mundial do Refugiado, e em 2006 foi o primeiro a ser nomeado Embaixador da Boa Vontade na América Latina. Desde então contribui com sua influência e popularidade para dar visibilidade à causa dos refugiados e à organização, tanto na região como no resto do mundo.
Papéis em telenovelas como “Brujas”, “Amor en Custodia” e “Campeones” lhe valeram o reconhecimento em vários países, incluindo Argentina, Austrália, Bulgária, Chile, Israel, Itália, Malásia, Espanha, Uruguai e Venezuela. Como resultado do trabalho, recebeu vários reconhecimentos: o prêmio Telegatto de Itália, pelo papel desempenhado em “Renzo e Lucía”, e o Martín Fierro, da Argentina.
Na última década, Laport apoiou e promoveu o trabalho da Agência em programas de televisão, concertos, leilões ou eventos esportivos. Participou ativamente em campanhas, eventos e iniciativas da organização e atuou nas mídias sociais, ajudando a sensibilizar o público.
“Para mim, ser Embaixador da Boa Vontade é um compromisso, um privilégio, que é parte de meu patrimônio e da minha filosofia de vida. Faz agora 10 anos que sou parte desta equipe, mas me sinto comprometido com a causa desde sempre”, afirmou.
O ator realizou várias missões humanitárias, incluindo uma viagem à República Democrática do Congo, em 2009, sendo o primeiro embaixador do ACNUR a visitar os campos de deslocados internos do país. Em 2010, viajou ao Equador para observar a situação dos refugiados Colombianos; e em 2011 esteve no Peru. Foi para o Líbano em 2014 para conhecer de perto o impacto da crise na Síria e no ano seguinte esteve no Triângulo Norte da América Central, onde mulheres, crianças e famílias inteiras foram deslocadas pela violência.