Aumento da violência étnica é causa de grave crise humanitária na RDC, avalia Missão da ONU

Confrontos na República Democrática do Congo forçaram quase 30 mil pessoas a se deslocar para Masisi,em Kivu do Norte. Nações Unidas reforçam segurança.

Caminhões levam alimentos para deslocados em Masisi, na RDC. Foto: MONUSCOO aumento significativo da violência étnica na República Democrática do Congo (RDC) provocou uma grave crise humanitária, informou a Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC (MONUSCO) na quinta-feira (3).  Quase 30 mil pessoas estão em cinco campos de deslocados na região de Masisi, na província de Kivu Norte.

“Além disso, um grande número de deslocados internos está vivendo em casas de famílias e em outros locais públicos. Todos eles têm de lidar com a hostilidade das comunidades locais, que suspeitam de possíveis ligações com os grupos armados”, observou a MONUSCO em um comunicado.

“Violência e duras condições de vida são o cotidiano dos deslocados internos”, acrescentou a Missão. “Eles receberam a primeira assistência alimentar no dia 30 de dezembro, quando os caminhões finalmente chegaram depois de duas semanas dirigindo em estradas muito difíceis.”

Desde setembro, Masisi central tem assistido a um aumento no número de confrontos étnicos, principalmente entre grupos armados das etnias Hutu e Hunde. A violência atingiu seu pico entre 3 e 29 de novembro, com ataques contra Shoa, Buabo, Banyungu e Biiri, em Masisi central e localidades de Kihuma, deixando 40 mortos. Confrontos menores continuam a ser relatados na região.

A missão da ONU se comprometeu a intensificar a sua presença em Masisi. Mais de dez mil capacetes azuis já atuam para conter a atuação de grupos armados em Kivu do Norte e do Sul.