Agência da ONU destaca importância dos agricultores familiares, povos indígenas e mulheres que conseguiram proteger e valorizar esse tesouro agrícola dos Andes para promover a segurança alimentar.

Plantação de quinoa na Bolívia. Foto: FAO/Claudio Guzmán
O legado deixado para o mundo após o Ano Internacional da Quinoa, em 2013, foi o aumento da produção, do consumo, da visibilidade e do conhecimento científico sobre o grão.
Cerimônias de encerramento do ano foram realizadas na segunda-feira (16) na Bolívia e no Peru, quando o presidente boliviano Evo Morales, que propôs à Assembleia Geral da ONU o Ano Internacional da Quinoa, afirmou estar feliz pela valorização do grão como um alimento nutritivo “que nos permite enfrentar a pobreza e a desnutrição no mundo”.
Em seu discurso, Morales ainda ressaltou os benefícios nutritivos do grão. Segundo o presidente, 100 g de quinoa equivale a quatro copos de leite. Ela também contém seis vezes mais ferro e cálcio que o milho e 20 vezes mais ferro que o arroz.
Para o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, o Ano Internacional mostrou que a quinoa tem o potencial de desempenhar um papel importante na segurança alimentar global, já que hoje cresce em mais de 70 países.
Graziano lembrou que mais importante do que o próprio grão são os milhares de pequenos agricultores familiares, povos indígenas e mulheres que conseguiram proteger e valorizar esse tesouro agrícola dos Andes para promover a segurança alimentar.
Reconhecendo a contribuição da agricultura familiar para a produção da quinoa, a Assembleia Geral da ONU declarou 2014 como o “Ano Internacional da Agricultura Familiar”.
Segundo a FAO, mais de 80% das fazendas da América Latina e do Caribe são de agricultura familiar, que produz a maioria dos alimentos para consumo doméstico na região e representa cerca de 70% do emprego agrícola.