Aumento de salário mínimo diminui a desigualdade sem afetar criação de emprego, afirma CEPAL

O vice-secretário da CEPAL, o brasileiro Antonio Prado, sublinhou que as políticas de salário mínimo deveriam usar como base um incremento progressivo e coerente com as políticas macroeconômicas.

Foto: Creative Commons/ Marcos Santos / USP Imagens

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Os aumentos graduais no salário mínimo contribuem para reduzir a desigualdade e não impactam negativamente no mercado de trabalho, afirmou a secretária executiva da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, durante fórum sobre o tema nesta quinta-feira (07), na Cidade do México.

“A política de salário mínimo tem um potencial enorme para melhorar os ingressos dos menos favorecidos, promover a igualdade e fortalecer a demanda interna para contribuir com o desenvolvimento econômico”, frisou a secretária executiva.

Estudos da CEPAL sobre Argentina, Brasil, Chile e Uruguai indicam que a melhoria no salário mínimo se traduz na queda da desigualdade, sem afetar negativamente o emprego, dado que nestes países o aumento dos salários ocorreu em conjunto a um crescimento e forte formalização do mercado laboral.

O vice-secretário executivo da CEPAL, o brasileiro Antonio Prado, sublinhou que as políticas de salário mínimo na região deveriam usar como base um incremento progressivo e coerente com as políticas macroeconômicas, produtivas e de crédito. Para isso, propôs que os países façam pactos sociais para promover a igualdade no mundo laboral que incluam programas orientados a reduzir as brechas de produtividade, de ingressos laborais e da qualidade de emprego.