Autoridades de Brasil, Alemanha, Japão e Índia pedem reforma urgente do Conselho de Segurança da ONU

Declaração conjunta afirma que o órgão está defasado e, por isso, enfrenta grandes dificuldades para lidar com os desafios do século 21.

Conselho de Segurança das Nações Unidas. Foto: ONU/Amanda Voisard

Conselho de Segurança das Nações Unidas. Foto: ONU/Amanda Voisard

Os ministros das Relações Exteriores de Brasil, Alemanha, Índia e Japão assinaram uma declaração conjunta, enviada para o secretário-geral da ONU no último dia 18 de outubro, ressaltando a importância de uma reforma urgente no Conselho de Segurança da ONU. A declaração foi feita durante reunião ministerial que ocorreu na Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 26 de setembro.

Segundo os chanceleres do G4, o Conselho, criado há quase 70 anos, está defasado e, por isso, encontra dificuldades para lidar com os novos desafios internacionais. A reforma, portanto, deve refletir a realidade geopolítica e ampliar a representatividade, a eficiência e a transparência do Conselho para torná-lo mais eficaz e aumentar a legitimidade das suas decisões, disseram os ministros.

Luiz Alberto Figueiredo Machado, Guido Westerwelle, Salman Khurshid e Fumio Kishida lembraram que, em 2005 na Cúpula Mundial, autoridades de vários países se comprometeram a reformar o Conselho de Segurança da ONU o mais rápido possível e que, até agora, nada foi feito.

Eles reafirmaram o apoio à candidatura dos quatro países do grupo e a importância da representação dos países africanos em desenvolvimento, tanto para a categoria de membro permanente quando para não permanente.

Além da entrada de novos países para o Conselho de Segurança, os ministros reconheceram a necessidade de aumentar o envolvimento da sociedade civil, da mídia e dos acadêmicos nas decisões do grupo.

Eles elogiaram a iniciativa brasileira de ter sediado em abril desse ano um seminário para ampliar o debate sobre a urgência e a inevitabilidade da reforma do Conselho de Segurança.

Os líderes discutiram ainda o resultado da nona rodada de negociações intergovernamentais sobre a reforma do Conselho de Segurança e pediram que os Estados-membros elaborem um documento de trabalho conciso como base para futuras negociações.

Figueiredo, Westerwelle, Khurshid e Kishida pediram que a reforma do Conselho aconteça até 2015. Para acessar a declaração conjunta clique aqui.