Moradores da região do São Bartolomeu corriam risco de perder casas em enchentes e deslizamentos de terra. Projeto que será concluído até o fim do ano beneficiará 201 mil pessoas.
O Banco Mundial e o governo da Bahia estão à frente do projeto “Dias Melhores na Região”. A iniciativa tem o objetivo de preservar o Parque São Bartolomeu, em Salvador, e oferecer infraestrutura, moradia e serviços sociais sustentáveis para os que vivem na região.
O projeto deve ser concluído no fim do ano. Até lá, terá impactado quatro bairros pobres e 201 mil pessoas – a começar pelas 1.030 famílias que estão sendo reassentadas. A maior parte delas corria risco constante de perder as próprias casas por causa de enchentes e deslizamentos de terra.
A iniciativa vai permitir que famílias que antes vivam no local se mudem para 200 conjuntos habitacionais próximos, onde terão acesso a água, saneamento, eletricidade e escritura do imóvel. Aos que não quiseram se mudar para as novas construções, foi oferecida uma indenização que os permitiu comprar uma casa nova em outro lugar. Além disso, estão sendo construídos três centros comunitários e quadras de esporte no entorno do São Bartolomeu.
As áreas desocupadas já passam por limpeza – e, em breve, a vegetação será replantada nos locais desmatados. Ainda está em construção uma trilha que permitirá explorar o parque facilmente. A ideia é que o parque seja cercado, tenha um horário de funcionamento definido e policiamento em tempo integral.
O governo da Bahia também chamará a comunidade, especialmente os adeptos do candomblé, para discutir o plano de manejo do parque. “Queremos preservar essa cultura e garantir que eles continuem fazendo seus rituais, mas sem agredir o meio ambiente”, diz a antropóloga Carolina Homem, Coordenadora de Desenvolvimento Social do projeto.
O parque tem uma área de 155 hectares de Mata Atlântica e é frequentemente usado pelos praticantes do candomblé, que consideram o local sagrado.