Reiterando seus pedidos para que todos os lados do conflito no Iêmen implementem imediatamente o cessar-fogo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta terça-feira (16) um ataque aéreo ocorrido na véspera contra um hospital na cidade rural de Hajjah que deixou 11 mortos.

Criança em incubadora no hospital Al-Sabeen em Sanaa. Confrontos e bombardeios têm provocado frequentes cortes de energia e falta de medicamentos no Iêmen. Foto: UNICEF/Magd Farid
Reiterando seus pedidos para que todos os lados do conflito no Iêmen implementem imediatamente o cessar-fogo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta terça-feira (16) um ataque aéreo ocorrido na véspera contra um hospital na cidade rural de Hajjah que deixou 11 mortos.
Segundo a imprensa internacional, mais de 19 pessoas ficaram feridas quando o ataque atingiu o hospital apoiado pela organização Médicos Sem Fronteiras em uma cidade controlada por rebeldes.
De acordo com comunicado emitido pelo porta-voz de Ban, o secretário-geral afirmou que as partes no conflito iemenita destruíram ou danificaram mais de 70 unidades de saúde até o momento, incluindo três da organização Médicos Sem Fronteiras. Ban disse estar “profundamente perturbado” com a intensificação dos ataques aéreos e a continuidade do confronto em terra e dos bombardeios, especialmente em áreas populosas.
O chefe da ONU também enfatizou que a diminuição dos espaços humanitários e o acesso limitado a serviços essenciais pelos iemenitas, uma situação exacerbada pelo retorno das hostilidades, é uma questão de maior preocupação.
O texto também afirmou que hospitais e pessoal médico estão explicitamente protegidos pelas leis humanitárias internacionais e que quaisquer ataques direcionados contra eles, ou contra qualquer civil ou infraestrutura, é uma séria violação das normas internacionais. Todos os ataques precisam ser investigados de forma rápida, eficiente e independente, disse Ban.
Em Genebra, Tarik Jasarevic, porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse a jornalistas que a agência da ONU também condenava o ataque e repetia seu pedido para que todos os lados do conflito respeitem seus compromissos com as leis humanitárias internacionais para proteger profissionais e unidades de saúde.
Ravina Shamdasani, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), disse que equipes da agência estavam investigando o ataque contra o hospital, e que tais atos são claramente proibidos pela lei humanitária internacional.
Após aproximadamente 16 meses de conflito no Iêmen, o cessar de hostilidades foi declarado em 10 de abril. Enquanto as conversas de paz entre governo iemenita e rebeldes continua, sérias violações ocorreram em Marib, al Jawf, Taiz e outras áreas na fronteira com a Arábia Saudita.
Em 6 de agosto, o enviado especial da ONU para o país anunciou uma interrupção de um mês nas negociações, período no qual o foco seria dado no trabalho com cada lado separadamente.