Ban destaca papel do G77 no avanço de prioridades da ONU e da Rio+20

Secretário-Geral ressaltou a importância do Grupo na criação de uma agenda clara e forte para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável em 2012, a Rio+20.

O Secretário-Geral, Ban Ki-moon. Foto: ONU.Secretário-Geral ressaltou a importância do Grupo na criação de uma agenda clara e forte para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável em 2012, a Rio+20

Para alcançar as metas globais como combate à pobreza e às mudanças climáticas, entre outros problemas críticos, o bloco das nações em desenvolvimento, conhecido como o “Grupo dos 77 e China”, tem um papel vital a desempenhar na garantia do progresso em uma série de prioridades nos planos das Nações Unidas, declarou o Secretário-Geral, Ban Ki-moon. O grupo, conhecido como G77, foi criado em 1964 por 77 Estados, mas agora representa mais de 130 países, geralmente incluindo a China. Atualmente é presidido pelo Iêmen.

Ban destacou o papel importante desempenhado pelo Grupo em várias áreas, incluindo a sua participação “fundamental” na cúpula da semana passada sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) – metas para reduzir a fome, a pobreza, doenças e uma série de outros males sociais e econômicos até 2015. O envolvimento ativo do G77 também é vital para questões de desenvolvimento sustentável e na criação de uma agenda clara e forte para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada no Rio de Janeiro (Brasil) em 2012 – também chamada de Rio+20.

“A longo prazo, todos os governos devem trabalhar para construir bases ambientalmente amigáveis das economias nacionais”, acrescentou o Secretário-Geral. Ele também citou a liderança crítica do G77 quando se trata de reafirmar o papel da ONU na governança global, um tema central da atual sessão da Assembleia. “Nada se compara a presença global e legitimidade das Nações Unidas”, disse Ban Ki-moon. “Temos a mais ampla adesão e podemos garantir que as nações menores e menos poderosas mantenham uma voz em normas internacionais e decisões.”