Ban elogia Brasil por sua liderança global e comprometimento com os ideais da ONU

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou o Brasil por sua liderança e comprometimento com a paz e a segurança mundial, integração regional, desenvolvimento e com a promoção dos valores e objetivos das Nações Unidas, incluindo os direitos humanos.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou o Brasil por sua liderança e comprometimento com a paz e a segurança mundial, integração regional, desenvolvimento e com a promoção dos valores e objetivos das Nações Unidas, incluindo os direitos humanos.

“O Brasil está em uma posição estratégica para conseguir consenso entre países em desenvolvimento e desenvolvidos. Agradeço o grande compromisso em promover a Cooperação Sul-Sul e isso é exatamente o que esperamos de países emergentes como o Brasil”, disse Ban a repórteres em um comunicado conjunto com o Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, em Brasília nesta quinta-feira (16/06).

Ele expressou seu agradecimento ao Brasil para as missões de paz da ONU e para os esforços humanitários, especialmente no Haiti e no Timor-Leste.

O Secretário-Geral disse que ele também estava contando com a liderança do Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que será realizada no Rio de Janeiro, em junho do ano que vem.

“Este será o assunto mais importante e prioritário para as Nações Unidas. Temos lidado com as mudanças climáticas e tido bons progressos, apesar de que não conseguimos ainda acordos globais”, disse Ban.

Temas interligados

“Hoje enfrentamos insegurança alimentar, insegurança energética, problemas de falta de água e problemas de saúde. Todas estas questões estão interligadas. E por isso precisamos ligar estes pontos. Isto significa ver estes assuntos de uma forma mais abrangente, e é isso que espero que a Rio+20 faça no próximo ano sob a liderança da Presidenta Dilma Rousseff. A ONU não poupará esforços para fazer desta Conferência um grande sucesso para a humanidade”, ele acrescentou.

Respondendo a uma pergunta sobre a atual repressão violenta dos manifestantes que pedem por democracia na Síria, o Secretário-Geral disse que ele pediu diversas vezes ao Presidente Bashar al-Assad que atenda as demandas da população por liberdades civis e direitos humanos, e que pare com o assassinato de seu próprio povo.

“É totalmente inaceitável que civis, expressando pacificamente seus genuínos desejos por mais liberdade e democracia, tenham sido feridos e presos.”

“Pedi também ao Presidente Assad e às suas autoridades que parem de matar pessoas e que se envolvam em um diálogo inclusivo, tomando medidas decisivas e ousadas antes que seja tarde. Espero que a ONU possa agir da melhor forma”, disse Ban.

Respondendo a uma pergunta sobre a Líbia, onde a oposição pró-democrática está se organizando para depor o governante de longa data do país, Muamar Kadafi, Ban disse que ele tem conversado com autoridades do país e pedido que eles parem de matar as pessoas.

“Com um cessar-fogo a ONU e outras agências humanitárias poderão prestar socorro a várias pessoas em necessidade.”

“A situação humanitária está profundamente deteriorada em várias cidades no país. Também estamos nos preparando para um arranjo para o pós-conflito, para a construção e a consolidação da paz, dando assistência humanitária e protegendo os direitos humanos”, Ban falou a repórteres.

Perguntado sobre a reforma do Conselho de Segurança, o Secretário-Geral disse que “o debate está bastante atrasado”.

“Se você considerar as mudanças dramáticas e significativas que ocorreram durante os últimos 65 anos, é de se esperar a adaptação do Conselho de Segurança para um formato mais representativo, crível e democrático.”

Ele disse que os Estados-Membros da ONU deram início a negociações baseadas em texto sobre a reforma do Conselho de Segurança e espera que eles acelerem as discussões para chegar a um acordo mútuo para as mudanças esperadas.

Em um encontro com a Presidenta do Brasil Dilma Rousseff nesta quinta-feira (17), Ban convidou-a a desempenhar um papel de liderança na conferência internacional sobre segurança nuclear que o Secretário-Geral convocou em setembro. Eles também conversaram sobre a Conferência Rio+20.

Ban observou que, esse ano, Rousseff será a primeira mulher na história da ONU a abrir o Debate Geral de Alto Nível da Assembleia Geral, que acontece anualmente.