Ban encoraja líderes colombianos a manter processo de paz no país

Em conversa por telefone, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e ao chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Timoleon Jimenez, que mantenham o processo de paz no país, apesar da recente rejeição, em plebiscito, do acordo firmado entre as partes. Ban também elogiou o anúncio de que o governo colombiano e o Exército de Libertação Nacional (ELN) iniciarão negociações formais em 27 de outubro, após mais de dois anos de conversas exploratórias.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, próximo à igreja de San Pedro Claver, em Cartagena, Colômbia, onde participa da cerimônia oficial de assinatura do acordo de paz entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC)

Ban Ki-moon, durante visita no mês passado a Cartagena, Colômbia, onde participou da cerimônia oficial de assinatura do acordo de paz entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que foi rejeitado em plebiscito no início de outubro. Foto: ONU

Em conversa por telefone, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na segunda-feira (10) ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e ao chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Timoleon Jimenez, que mantenham o processo de paz no país, apesar da recente rejeição, em plebiscito, do acordo firmado entre as partes.

De acordo com comunicado emitido por seu porta-voz, Ban cumprimentou o presidente colombiano pela conquista do Nobel da Paz, e observou que a premiação envia uma mensagem importante às vítimas do conflito, que foram colocadas no centro das negociações históricas hospedadas em Havana, Cuba.

O dirigente máximo da ONU também elogiou a dedicação dos líderes em relação ao processo; a adoção de um protocolo para prevenir eventuais acidentes; e o papel do mecanismo de verificação de garantir a implementação do acordo.

“O secretário-geral reconhece que essas medidas vão certamente ajudar a criar um ambiente favorável para as discussões políticas, e vão levar à conclusão bem-sucedida do processo de paz”, disse o comunicado. “Embora o ‘não’ tenha vencido no plebiscito, Ban acredita firmemente que a paz ainda pode ser alcançada”, acrescentou o documento.

O secretário-geral observou ainda “que os colombianos que se comprometeram com esta meta não devem ser desencorajados”.

Na semana passada, as autoridades colombianas e das FARC anunciaram que estavam dispostas a avançar sobre as metas do histórico acordo de paz e pediram que a Missão das Nações Unidas no país continuasse coordenando o mecanismo de acompanhamento e de verificação da cessação das hostilidades.

Exército de Libertação Nacional

Nesta quarta-feira (12), o secretário-geral da ONU elogiou o anúncio de que o governo da Colômbia e o Exército de Libertação Nacional (ELN) iniciarão negociações formais em 27 de outubro em Quito, no Equador, após mais de dois anos de conversas exploratórias.

“Isso é uma fonte de estímulo para o povo colombiano e todos aqueles envolvidos em apoiar um fim pacífico e abrangente do conflito”, disse Ban, de acordo com comunicado emitido por seu porta-voz.

Ban afirmou esperar que o governo e o ELN trabalhem com determinação para atingir um acordo de paz sustentável o mais rápido possível. Ele elogiou os governos de Brasil, Chile, Cuba, Equador, Noruega e Venezuela pelo acompanhamento do processo.