O Tratado inovou ao estabelecer a Agência para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina e Caribe (OPANAL) como mecanismo de verificação.
No 45° aniversário do Tratado de Tlatelolco, acordo que estabelece uma zona livre de armas nucleares na América Latina e no Caribe, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, se referiu na terça-feira (14/02) ao pacto como um exemplo de como iniciativas regionais podem avançar as normas globais sobre desarmamento nuclear, não-proliferação e uso pacífico da energia atômica.
“O Tratado ganhou reconhecimento internacional como uma das realizações mais importantes na história da não-proliferação e do desarmamento”, disse Ban. A América Latina e o Caribe foi a primeira região do mundo a estabelecer uma zona livre de armas nucleares em 1967.
Ban também disse que o Tratado inovou ao estabelecer a Agência para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina e Caribe (OPANAL) como mecanismo de verificação nuclear regional com o mandato único de verificar o cumprimento das obrigações do pacto. “O mais memorável foi que alcançaram isso em plena Guerra Fria desafiando a noção de as armas nucleares eram indispensáveis para manter a segurança”.
“Essas vitórias foram o resultado de uma cooperação sem precedentes entre Estados em nível regional, reforçada pela ajuda da comunidade internacional, em particular da ONU. A minha expectativa é de que através da comemoração de hoje novas iniciativas surjam para que possamos alcançar um maior desarmamento e a meta de um mundo livre de armas nucleares”.