Ataque em posto de passagem entre os países deixou 14 mortos e 28 feridos. Civis mortos já chega a 70 mil.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou um ataque mortal na fronteira entre a Síria e a Turquia, que resultou na morte de cidadãos de ambos os países. Ele renovou o seu apelo para que todas as partes se abstenham de recorrer à violência.
De acordo com relatos da mídia, um micro-ônibus foi bombardeado na segunda-feira (11) na zona turca de Cilvegozu e no posto de fronteira sírio Bab al-Hawa, matando 14 pessoas e ferindo mais 28.
“Enquanto o derramamento de sangue na Síria continua inabalável, as ameaças à paz e à segurança na região estão aumentando”, disse o porta-voz de Ban Ki-moon em um comunicado divulgado terça-feira (12) à noite.
“O Secretário-Geral reitera a sua profunda preocupação com o alastramento da crise síria em países vizinhos. Ele renova o seu apelo a todas as partes para que se abstenham de usar a violência, exercitem a contenção e avancem em direção a uma solução política.”
Ban Ki-moon sublinhou que o uso de violência contra civis é inaceitável e expressou suas condolências às famílias das vítimas, desejando aos feridos uma rápida recuperação.
Na terã-feira (12), a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse ao Conselho de Segurança que o número de civis mortos na Síria desde o início do levante contra o presidente Bashar al-Assad, em 2011, está provavelmente se aproximando de 70 mil – quase 10 mil a mais desde o início deste ano.
Além disso, mais de 4 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária, incluindo 2 milhões de pessoas que fugiram de suas casas e agora estão vivendo sem serviços básicos.
A comunidade internacional se comprometeu em mais de 1,5 bilhão de dólares para ajudar a fornecer assistência humanitária para os afetados pela crise. Apoiar a reconstrução de infraestruturas críticas, tais como estações de bombeamento de água, e fornecer suprimentos essenciais, como medicamentos, estão entre as quatro prioridades dentro do país, juntamente com o apoio a pessoas que fugiram de suas casas e as comunidades que os acolhem.
Saiba tudo sobre o conflito na Síria: www.onu.org.br/siria