Secretário-Geral da ONU usou camisa com o número 1.000, número de dias restantes para a ação antes do prazo das metas de combate à pobreza, conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Ban Ki-moon acena antes do pontapé inicial no jogo entre Real Madrid e Levante, na Espanha. Foto: ONU
Com um camisa branca com o número 1.000 nas costas, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, deu o pontapé inicial do jogo entre Real Madrid e Levante, neste sábado (6), no estádio Santiago Bernabéu, Madrid, em partida valida pela 30a rodada do campeonato espanhol.
O número 1.000 representa o número de dias restantes para a ação antes do prazo das metas de combate à pobreza, conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
Os oito ODM abordam pobreza e fome, educação, igualdade de gênero, mortalidade infantil, saúde materna, combate à AIDS, a malária e outras doenças, a sustentabilidade ambiental e estabelece uma parceria mundial para o desenvolvimento.
“Eu assisti jogos do Real Madrid por anos e é um dos melhores times do mundo”, disse Ban em entrevista. “Eu gosto particularmente do Casillas, que é um bom embaixador das Nações Unidas para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.”
Com o pontapé inicial, Ban Ki-moon procurou sensibilizar o público não apenas para a importância da realização dos ODM, mas também do papel que o esporte pode desempenhar no combate à pobreza, bem como na promoção da educação, saúde, desenvolvimento e paz.
Na sexta-feira (5), Ban Ki-moon lançou a campanha “Momento ODM – 1.000 Dias de Ação” e pediu aos governos, organizações internacionais e grupos da sociedade civil para trabalhar com a ONU e seus parceiros para alcançar mais ganhos até a data prevista de 2015.
“Os ODM são o mais bem sucedido esforço global contra a pobreza na história”, disse Ban. “[Eles] ajudaram a definir prioridades globais e nacionais, mobilizar para a ação e alcançar resultados notáveis.”
Segundo números da ONU, desde que os ODM foram adotados por todos os Estados-Membros da ONU em 2000, a taxa de pobreza extrema global foi cortada pela metade e 2 bilhões de pessoas ganharam acesso a água potável. Além disso, de acordo com os dados, a mortalidade materna e infantil caíram. O mundo continua a lutar contra doenças fatais como malária, tuberculose e AIDS.
Na terça-feira (9), o Secretário-Geral da ONU se encontrará com o Papa Francisco para discutir a continuidade da cooperação entre a ONU e o Vaticano.