Ban Ki-moon desafia homens a defenderem a causa da igualdade de gênero

O Secretário-Geral Ban Ki-moon desafiou os homens a defenderem a causa das mulheres, dizendo que elas permaneceram “cidadãs de segunda classe”, muitas vezes vítimas de violência, apesar de terem conseguido ganhos importantes em sua participação na vida política, social e em assuntos econômicos.

O Secretário-Geral Ban Ki-moon desafiou os homens a defenderem a causa das mulheres, dizendo que elas permaneceram “cidadãs de segunda classe”, muitas vezes vítimas de violência, apesar de terem conseguido ganhos importantes em sua participação na vida política, social e em assuntos econômicos.

“Acredito que se não mudarmos a mentalidade e o comportamento dos homens, será muito difícil mudar essa situação,” disse Ban em discurso à Cúpula Global das Mulheres, em Istambul (Turquia), onde foi homenageado com o Prêmio da Liderança Feminina, em reconhecimento a seus esforços para promover a igualdade de gênero. Ele observou que foi o primeiro homem a receber o prêmio em seus 21 anos de história.

“Então, a começar por mim como o primeiro homem a receber este prêmio, espero sinceramente que muitos homens mais o recebam,” disse o Secretário-Geral, lembrando que em 2009 ele lançou a Rede de Homens Líderes para combater o flagelo da violência baseada em gênero. A Rede reúne políticos, ativistas e figuras religiosas e comunitárias – incluindo o vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Desmond Tutu, e o escritor brasileiro Paulo Coelho – para combater a pandemia global.

Sobre o fortalecimento das mulheres no Sistema da ONU, Ban disse à Cúpula que o número de mulheres em posições de gerência sênior subiu 40% nos últimos quatro anos. “Estou trabalhando duro para quebrar as barreiras para o avanço das mulheres e derrubar esse teto de vidro nas Nações Unidas,” disse.

Sobre os últimos acontecimentos no norte da África e no Oriente Médio, o Secretário-Geral disse à cúpula que pediu aos líderes locais que ouçam as vozes das mulheres e da juventude. “Nunca deixei de mencionar as mulheres no mundo árabe, porque sei lá elas devem ser emancipadas e ganhar igualdade de direitos. Mulheres que lutaram pela igualdade de gênero sabem que a batalha não termina aí. A batalha não acaba até que não haja discriminação contra qualquer ser humano, sob nenhum pretexto. A batalha não termina até que todas as pessoas possam desfrutar de uma vida digna”.

“Conto com vocês, mulheres líderes de todo o mundo e de todas as esferas, para que trabalhem comigo na realização deste objetivo,” acrescentou.