O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta sexta-feira (29) esperar que a crise política brasileira seja “resolvida o mais rápido possível” e de maneira transparente, seguindo os procedimentos democráticos e constitucionais.

Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Evan Schneider
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta sexta-feira (29) esperar que a crise política brasileira seja “resolvida o mais rápido possível” e de maneira transparente, seguindo os procedimentos democráticos e constitucionais.
Ban declarou que, apesar de essa ser uma situação “puramente doméstica”, tem seguido a crise brasileira. “Tenho acompanhado de perto o que está acontecendo no Brasil, como secretário-geral da ONU. Eu sinceramente espero que haja um processo muito transparente que siga os procedimentos democráticos e a Constituição.”
“Isso é o que eu penso e espero das instituições democráticas no Brasil nos próximos meses. Fiquei encorajado ao ver a presidente Dilma Rousseff participar da cerimônia de assinatura do acordo do clima (em Nova York)”, completou Ban. “Tivemos uma breve conversa, mas, como secretário-geral da ONU, a única esperança é que essa crise atual seja resolvida o mais rápido possível de acordo com todos os procedimentos democráticos e constitucionais.”
Sobre os Jogos Olímpicos Rio 2016, o secretário-geral disse que o esporte tem o poder de inspirar e unir as pessoas, transcendendo todas as barreiras de raça, fronteiras nacionais, credos, religiões e ideologias.
“Quando se refere aos esportes, todos podem se unir”, disse Ban em coletiva de imprensa em Genebra. “A tocha olímpica irá viajar pelo mundo e particularmente por algumas cidades brasileiras. Acredito que isso permitirá que as pessoas não somente torçam, mas aproveitem essa oportunidade para se unir em torno da paz e do desenvolvimento.”
Conflitos mundiais
Ban também citou o momento de “muitos desafios” enfrentados pela comunidade global e os conflitos em andamento por todo o mundo, particularmente na Síria, guerra que gerou uma crise de refugiados.
“Temos mais de 60 milhões de refugiados e migrantes no mundo. Esse é o maior número desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, disse. “Se adicionarmos as pessoas que precisam de ajuda humanitária diária, esse número vai para 125 milhões de pessoas no mundo”, completou, citando conferência humanitária mundial da ONU a ser realizada em Istambul em junho.
“Se houver uma solidariedade global por parte dos líderes mundiais, poderemos lidar com essas questões”, afirmou Ban.