Ban Ki-moon e presidente do Banco Mundial visitam RD Congo para apoiar acordo de paz

Grupo do Banco Mundial aprovou ajuda de 1 bilhão de dólares para estimular os serviços de educação, saúde e energia hidroelétrica na região africana dos Grandes Lagos.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (à esquerda), e o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim (à direita), cumprimentados na chegada a Kinshasa pelo presidente da RDC, Joseph Kabila. Foto: MONUSCO/Myriam Asmani

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (à esquerda), e o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim (à direita), cumprimentados na chegada a Kinshasa pelo presidente da RDC, Joseph Kabila. Foto: MONUSCO/Myriam Asmani

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, estão visitando a República Democrática do Congo (RDC) pela primeira vez juntos para apoiar um recente acordo de paz e promover o desenvolvimento econômico na conturbada região.

“Este é um momento crítico para a República Democrática do Congo e a região dos Grandes Lagos”, disse Ban na quarta-feira (22) a repórteres na capital, Kinshasa, após uma reunião com o presidente Joseph Kabila.

A visita de Ban e Kim tem como objetivo apoiar um acordo de paz mediado pela ONU que foi assinado em fevereiro desse ano por 11 líderes africanos. Ele pretende acabar com o conflito e a crise no leste da RDC e devolver a paz à região.

“Acreditamos que (o acordo) oferece a melhor esperança para se obter a paz em toda uma geração”, disse Ban. “Mas esse acordo deve traduzir-se em ações concretas. Um acordo de paz deve dar paz às pessoas”, completou.

Coincidindo com a visita, o Grupo Banco Mundial anunciou na quarta-feira (22) uma nova proposta de financiamento de 1 bilhão de dólares para ajudar os países da região dos Grandes Lagos a fornecer melhores serviços de educação e saúde, gerar mais trocas comerciais com outros países e criar projetos de construção de hidrelétricas que deem suporte ao acordo.

“Este financiamento vai ajudar a revitalizar o desenvolvimento econômico, criar empregos e melhorar a vida de pessoas que sofreram por muito tempo. Agora, os líderes da região dos Grandes Lagos, reiniciando a atividade econômica e melhorando os meios de subsistência em áreas de fronteira, podem aumentar a confiança, construir economias e dar novas oportunidades para milhões de pessoas”, disse Jim Yong Kim.

Além do encontro com o presidente Kabila e outros membros do governo, Ban Ki-moon e Kim também se reunirão com parlamentares e representantes da sociedade civil. Como parte de sua visita, os dois vão viajar na quinta-feira (23) para Goma, que vem enfrentando conflitos entre as forças nacionais e os rebeldes nos últimos dias.